
O prejuízo com bebidas destiladas como vodca e gim já supera 50% do faturamento, segundo o levantamento. Para combater o problema, Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), defende a necessidade de medidas conjuntas entre os diversos atores em níveis federal, estadual e municipal. “Não é uma bala única, não é uma bala de prata que vai resolver esse problema. São diversas ações conjuntas para combater um problema que foi causado ao longo dos anos, primeiro pela falta de combatividade das autoridades e dos órgãos de fiscalização e controle sobre essas modalidades de crime”, afirma.
Dias lembra o difícil período da pandemia e alerta que essa prática criminosa afeta toda a cadeia produtiva e de entretenimento. Ele orienta os associados a desconfiarem de fornecedores com preços muito abaixo dos praticados no mercado. “O bom preço todo mundo tem que pensar bem, por que que está tão barato, né? Algo está estranho. Se tem algo estranho e está saindo muito do preço normal que encontra, então é importante levantar um ponto de atenção para buscar a origem dessas bebidas”, aconselha. A Abrafesta recomenda ainda que as pessoas que contrataram eventos mantenham as datas e se certifiquem da procedência das bebidas junto aos estabelecimentos para garantir a segurança.