Ministro acumula constrangimentos e gestos de desrespeito à sua autoridade seguidos de afagos do presidente lembrando sua lealdade ao governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à convenção nacional do PSB, em Brasília e, na frente do anfitrião, João Campos elogiou neste domingo (1) o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) dizendo que o parlamentar representa uma “novidade na política brasileira”. E que sua eleição como presidente da Câmara é a demonstração de que “dentre tantas coisas ruins que nós vivemos, começam a acontecer coisas boas”, disse o presidente.
Conversa. Lula sabe que Hugo Motta só foi eleito depois uma articulação de Arthur Lyra que rompeu com Elmar Nascimento (União-BA) que chegou a ser festejado como o futuro presidente da Câmara por Lyra que o abandonou depois o Centrão e os partidos de esquerda entenderam que colocar nas duas casas dois parlamentares do mesmo partido (Davi Alcolumbre no Senado) era demais.
Elogio à convidado
Lula só incensou Mota, na festa de João Campos porque sabe que a bobagem que Fernando Haddad fez ao escrever um projeto que ao apresentar um gesto de contingenciamento de recursos colocou um jabuti que transformou um imposto regulatório em imposto arrecadatório de R$ 52 bilhões, parte deles derrubados com uma postagem no X antes da meia noite do dia que foi apresentado.
Ele também sabe que Hugo Mota só está falando mais alto do que ele em relação ao IOF porque se o presidente da Câmara desejar devolver o texto humilhando o poder executivo. Portanto o incenso gasto com mota é maior que a vela que está ascendendo para Fernando Haddad que está em estado de extrema unção.
Hugo o que?
Lula tenta salvar seu governo batendo palma para deputado que até o final do ano passado nem sabia quem era. Agora outro bem diferente é Fernando Haddad se prestar para servir de morto vivo de um ministério da Fazenda que a cada dia perde prestígio com o empresariado, o agro, os bancos, os investidores, as entidades representativas e a sociedade.
O caso de Haddad, no futuro, deve merecer um estudo psicológico antes de político. Porque um sujeito com a credibilidade dele, com a transparência no currículo, com o prestígio acadêmico e a admiração de boa parte da sociedade se presta ao papel de ser desautorizado em rede nacional sem reagir?
Missão Curitiba
Talvez por lealdade ao presidente. Haddad aceitou ser candidato tampão em 2018 com Lula preso para a direita não ganhar por WO e todo mundo lembra-se da prestação de contas dele como candidato fazia ao Lula em Curitiba. Mas ele cumpriu a tarefa com uma humildade que impressionava.
Lula teve seus processos suspensos pelo STF, ganhou a eleição, Haddad virou ministro da Fazenda fechando o primeiro ano com um prestígio maior que Lula (espalhando brasa conta o mercado, Roberto Campos Neto e as “zelites”). E começou uma derrocada, em 2024 que erodiu sua imagem, o colocou como um criador compulsivo de impostos para cobrir os gastos criado por Lula até chegar em 2025 com o caso do IOF que o coloca a serviço da campanha antecipada de Lula a um quarto mandato.
Contorcionismo
É impressionante o contorcionismo verbal de Fernando Haddad para explicar o inexplicável, tentar convencer o que está errado com uma franqueza honestidade intelectual que faz as pessoas perguntarem: Será que Haddad acredita que essas negociações vão convencer Hugo Mora e os deputados:
Ontem, ele passou o dia jurando que o governo deve apresentar ao Congresso Nacional alternativas ao aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula à França, ou seja, até esta terça-feira(3) à noite.
Negociação
Também disse que acertou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a tomada de medidas que possibilitem uma calibragem no decreto de elevação. E chegou a dizer que o problema do IOF resolve o quadro fiscal no curto prazo e que é preciso promover medidas que resolvam o curto e longo prazo e que darão um horizonte para a sociedade das regras do jogo daqui em diante.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas onde já se viu ministro da Fazenda levar “ultimato” de presidenta da Câmara dando prazo de 10 dias para ele apresentar alternativa a receber cobrança pública de 48 para que a sua equipe econômica suspenda imediatamente a incidência do IOF sobre as operações de risco sacado?
Eu e meu destino
Talvez o gesto de Lula – levando a Hugo Motta “ouro, incenso e mirra” para o presidente da Câmara – seja a parte política do presidente que Haddad deve ler como uma ordem técnica para que “se vire” e encontre uma solução. Lula, sempre que desautoriza Haddad em atos concretos, diz em palavras que ele é seu melhor ministro. E como Haddad é um quadro que cumpre tarefas, certamente deve ter virado a noite para, nesta terça feira, apresentar uma solução.
Parece claro que o ministro acredita ser esse o seu papel na história. E, aparentemente, se conformou com ele. Talvez para si mesmo à noite diga que a vida ainda vai lhe reservar outras situações melhores. E talvez até adormeça sonhando com elas.
Trabalho em feriados
A Associação Brasileira de Eventos teme a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego, que passa a valer a partir de 1º de julho de 2025 que impõe uma restrição severa ao trabalho em feriados que só poderá ocorrer mediante convenção coletiva formalizada entre sindicatos patronais e laborais.
Como esse é um setor que opera majoritariamente em feriados, finais de semana e datas comemorativas, essa mudança pode representar um verdadeiro colapso. As empresas simplesmente não conseguirão operar, afirma o presidente da Abrafesta, Ricardo Dias afirmando que a nova regra atinge o coração do nosso modelo de negócio da atividade, que é dinâmico, sazonal e absolutamente dependente de datas especiais.
Startups ANP
O Projeto Nave ANP teve 21 startups aprovadas depois que recebeu 331 inscrições, das quais 261 foram validadas. Elas foram oriundas de 204 empresas, localizadas em 18 estados. Os projetos serão desenvolvidos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), visando à solução de 19 desafios tecnológicos do setor de energia, relacionados à qualidade e monitoramento de combustíveis; à completação de poços; às manutenções corretivas e preventivas; ao armazenamento de energia; ao monitoramento de emissões de gases de efeito estufa; ao descarte de água produzida; e ao monitoramento da fauna, entre outros.