08.10.2025 — ABRAFESTA no Jornal Nacional

Peritos de São Paulo concluíram que o metanol presente nas primeiras amostras de bebidas apreendidas não estava lá por acidente. Ele foi colocado nas garrafas.

O Instituto de Criminalística de São Paulo analisou amostras de bebidas apreendidas nos últimos dias em ações de fiscalização. Os peritos identificaram a presença de metanol e concluíram que a substância foi adicionada à bebida.

“Era praticamente só metanol, quase não havia etanol nas garrafas. Isso permite, então, que a gente exclua essa hipótese de uma destilação mal feita, de um produto irregular de fundo de quintal, ou de lavagem de metanol das garrafas de metanol. Então, a gente está trabalhando com um produto realmente adulterado com metanol”, afirma Alexandre Learth Soares, perito criminal do Centro de Exames, Análises e Pesquisas do IC-SP.

A Secretaria da Segurança Pública não informou em quais bares ou distribuidoras foram recolhidas as amostras de bebida adulterada.

A contaminação por metanol tem mobilizado bares e restaurantes contra a falsificação. A Abrasel, associação que representa o setor, passou a recomendar que se quebrem as garrafas antes do descarte.

Em um bar em São Paulo, a máquina quebra as garrafas e os cacos caem diretamente nos tambores. Essa rotina já tem dois anos. Por semana, o bar encaminha para reciclagem mais de 300kg de vidro.

“Não corremos o risco de acidentes, não corre o risco de ficar cacos espalhados por ambientes da casa. Você fica tranquilo porque sabe que esse material não vai ser reutilizado e de uma maneira segura”, diz o gerente do bar Artêmio de Lara.

Uma cooperativa de reciclagem tem uma parceria com a Associação Brasileira de Bebidas para evitar que os recipientes cheguem às mãos de falsificadores. A cooperativa recebe, todos os dias, garrafas de quase 300 bares da Grande São Paulo. Elas chegam em caminhões e são despejadas no galpão, todas misturadas. A primeira etapa do processo de reciclagem é fazer a separação, pela cor do vidro e pelo tipo de bebida. As garrafas de destilados e de vinhos vão direto para o triturador.

“Depois disso, só você enviar para a indústria e vira vidro de novo. Ou seja, você garante o destino final e que esse vidro não vai para falsificação”, diz Wilson Santos Pereira, presidente da Cooper Vira-Lata.

Na terça-feira (7), a polícia apreendeu mais de 100 mil garrafas usadas em um galpão clandestino na Zona Leste de São Paulo. O local foi interditado. Os donos negam irregularidades.

Na Região Metropolitana de Curitiba, dois homens foram presos com 300 mil garrafas vazias de bebidas importadas. Segundo a polícia, o material foi destruído.

O presidente da Associação Brasileira de Eventos já reforçou ao setor a importância de controlar o descarte das garrafas.

“Que faça a orientação para os profissionais que vão manusear a bebida, que recolha todas essas bebidas, faça uma contagem e que depois envie para um lugar adequado para o descarte”, afirma Ricardo Dias, presidente da Abrafesta, Associação Brasileira de Eventos.

Matéria publicada pelo veículo Jornal Nacional G1.

Perícia de bebidas destiladas adulteradas descarta contaminação acidental e afirma que metanol foi adicionado de forma criminosa | G1

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