Impactos da Nota Técnica 1.33 sobre IBS/CBS no setor de eventos

1. Reconhecimento da decisão como medida adequada e necessária

A ABRAFESTA considera positiva e tecnicamente adequada a decisão do Fisco de adiar a validação obrigatória dos campos de IBS/CBS. O setor de eventos possui operações complexas, envolvendo múltiplos fornecedores, logística intensiva e serviços altamente especializados.

A rejeição automática de notas fiscais, sem plena adaptação dos sistemas, geraria riscos como:

  • interrupção de atividades essenciais;
  • paralisação operacional;
  • impacto financeiro imediato e desorganização da cadeia produtiva.

O adiamento atende a uma demanda legítima do setor produtivo e contribui para uma transição tributária mais segura.

2. Ponto de atenção: a obrigatoriedade permanece

A Nota Técnica 1.33 suspende a rejeição automática, mas não elimina a obrigação de informar IBS e CBS nos documentos fiscais.

A ativação da regra dependerá de nova implementação técnica, ainda sem cronograma oficial.

Portanto, trata-se de flexibilização temporária, não de dispensa.

3. Solicitação institucional: necessidade de cronograma definido e previsível

A ABRAFESTA reforça a importância de que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal:

  1. publiquem cronograma oficial, detalhado e escalonado;
  2. garantam período de homologação suficiente para ERPs e fornecedores;
  3. assegurem previsibilidade operacional aos segmentos intensivos em planejamento, como o setor de eventos.

4. Defesa institucional: estabilidade e segurança operacional

A ABRAFESTA defende que a implementação do IBS/CBS deve:

  • respeitar as características específicas do setor de eventos;
  • minimizar riscos de descontinuidade operacional;
  • contemplar a diversidade de modelos empresariais da cadeia produtiva;
  • garantir segurança jurídica durante a transição.

A entidade continuará em diálogo com o Ministério da Fazenda, Receita Federal, MTur e parlamentares da pauta setorial.

5. Compromisso do setor

A ABRAFESTA reafirma o compromisso das empresas de eventos com:

  • conformidade fiscal;
  • modernização tecnológica;
  • adequação gradual às novas obrigações;
  • participação ativa na implementação da Reforma Tributária.

O adiamento cria condições para ajustes realistas, especialmente para empresas de pequeno e médio porte.

6. Encaminhamento estratégico do Núcleo RelGov

O RelGov deverá:

  1. comunicar oficialmente este posicionamento aos órgãos competentes;
  2. reivindicar participação da ABRAFESTA em mesas técnicas sobre IBS/CBS;
  3. defender cronograma segmentado e compatível com a operação do setor;
  4. monitorar publicações de novas Notas Técnicas;
  5. atualizar os associados sobre evoluções normativas.

A ABRAFESTA reconhece o adiamento da rejeição automática como avanço relevante, mas reforça a necessidade de aprimorar o processo de implementação dos novos tributos, com previsibilidade, segurança jurídica e diálogo permanente com o setor produtivo.

A entidade permanece à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente com as próximas etapas da transição para IBS/CBS.

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